OS PORQUÊS DA IDADE

Já nos conhecemos desde que eu era novo de idade.
Tanto tempo e, ainda assim, há sempre alguma novidade.
Estiveste lá, quando muitos outros também estavam.
Mas tu estavas mais perto, não só a olhar por mim mas também a ver para mim.
Viste que sim, quando eu pensava que não.
Viste que talvez não, quando eu tinha a certeza que sim.
Porquê?

Deste-me a conhecer mais do que eu concebia.
Fizeste-me entender mais do que eu percebia.
A tua ausência não me mata e o que não me mata, mói.
À primeira não se entende e o que não se entende, dói.
Contigo estou seguro, tenho um segundo olhar.
Contigo já me aturo, parei um segundo para observar.
Porquê?

Quando não percebia a nossa relação, ficava ansioso.
E tu dizias-me: “Não fiques ansioso, ignora a ânsia”.
Quando não percebia uma situação, ficava receoso.
E tu dizias-me: “Não fiques receoso, é apenas ignorância”.
Desapertei o cinto e vieram novos sentimentos.
Sinto muito, deixei de sentir menos.
Porquê?

Metias-me impressão.
Ficava estupefacto, sem expressão.
O que podia fazer para mudar a situação?
Apenas perceber que já não existia, era uma ex-pressão.
És o melhor que me aconteceu e acontece.
Queres que eu te esqueça? Esquece.
Porquê?

Ambição insaciável sempre à procura da raiz.
Foi o que eu sempre fiz para mais tarde evitar cicatriz.
Não te contentas com a primeira resposta.
Por vezes és chata, mas o que conta é a intenção.
É curioso, pensei que partisses com a idade.
Tive medo que não ficasses, mas ficaste.
Nunca me deixes, Curiosidade.

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