Ser

Foste

A incerteza que eu não estava à espera. Vigiei-te como um farol que olha para todo o lado, mas não vê nada. O teu brilho era difícil de decifrar e, ainda assim, magnífico. Davas um lindo capítulo, talvez. A caneta sentia, porém hesitava. Entre dúvidas e receios, medos e anseios, lá estavas tu. Com mais vontades que certezas, o meu coração batia e as nossas almas cruzavam-se.

És

Tu. Sou Eu. E, só por isso, somos Nós. Não apareceste nem cedo nem tarde, surgiste sim na melhor altura de sempre: agora. Fizeste-me largar as margens do receio para que pudesse transbordar de amor. Conseguimos descolar sem nos largarmos. Isso sim é voar. Nunca o entusiasmo e a serenidade se tinham fundido desta forma. São belas as coisas que fazes, dizes e pensas. Sentes o que eu sinto, dizes aquilo que eu penso, pensas aquilo que eu digo. Não, não são coincidências. Somos Nós.

Serás

Tudo o que tu quiseres. Quando o amanhã for hoje, lá estaremos. Quando daqui a nada for agora, viveremos. É isto que eu quero. Uma vez, de cada vez. Como sempre fizemos, Amor. À falta de ideias, o melhor será pensar com o coração. Ele sabe muito mais do que nós (imaginamos). E quanto aos sentimentos, esses nunca serão nossos. Partem de nós e fogem não se sabe bem para aonde. Não, não são cobardes. São, tão-somente, tudo aquilo que nós queremos ser: livres.

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