Ausente

Pára com isso.

Abranda. Vais ficar aí? Enquanto os ponteiros davam 60 passos, porque optaste por ficar a marcar passo? Não entendo. A vida só é mesmo assim caso não queiras chegar ao fim. Tantas corridas e tão poucas metas. Chega.

És acusado de homicídio dos teus tempos mortos e não percebes o porquê de estares no banco dos réus. Estranho. És sem saber, dizes sem sentir. O que fazes para além de respirar? Ausentaste-te por breves instantes, mas nunca mais voltaste. Onde estás? Eu sei que dói, mas por favor volta. Marcado pelo passado, foges do presente com pânico de chegar ao futuro. Respira. Viver é saber esperar sem nunca perder tempo. Encontra-o. Ele voa e tu insistes em não bater as asas. Absurdo. A resistência não passa de ausência de paciência. Corrida contra o tempo? Ele ganha sempre, tem mais do que tu. Vai.

De nada adianta atrasar a vida. Ela está aqui e agora. Agarra-a. Já não te vês há quanto tempo? Causa da morte: amnésia afectiva. Esqueceste-te de amar. Foi para isto que exististe? Encontra-te. Vai contigo, com calma, com tudo. Onde é que andas com o coração? Sentes o batimento, mas falta-lhe pulsação. Estás a tempo. Volta.

Desculpa a sinceridade, mas ao contrário da tua atitude, o teu coração não me é estranho.

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