(de) Propósito

Mais um dia que passou. Os minutos voaram e a ilusão de que não temos os suficientes ludibria-nos os sentidos. Ao contrário dos tempos que correm, o tempo é a coisa mais democrática que existe. Independentemente da raça, sexo ou feitio, todos temos as mesmas 24 horas por dia. São 1440 minutos em que podemos decidir se os dedicamos simplesmente a respirar ou a dar-lhes um propósito.

Existimos em esconderijos. Por entre preocupações e ocupações, fingimos ser felizes achando que é possível enganarmos-nos. Somos assaltados por pensamentos que desfalcam a nossa biologia. Chamam-lhe stress, dizem que é do sistema nervoso, mas para mim não passa de medo de viver. As portas nunca serão entradas se não ousares atravessá-las. Espreita e verás.

Qual o significado da tua vida? Vieste cá fazer o quê? Pior do que não saber só mesmo não ter vontade de espreitar para além das cortinas da ignorância. Experimenta cair e passar algum tempo no chão a ouvir a lição da queda. Ergue-te, exprime-te, vai. Corre para onde o teu coração te mandar. Se a vida e o tempo são teus, porque é que as escolhas não o hão de ser?

Escolhe, insiste, confia, brilha. Se é a única que tens, porque não aproveitar? Não deixes tela por pintar nem solo por semear. Todos somos férteis, mas nem todos se querem regar.

Viver é mais do que inspirar e expirar. Morrer antes de deixar de respirar é uma opção. Suicida-te sempre que for necessário. Renasce quando estiveres pronto.

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